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Cresce a presença de acionistas durante Assembleias Virtuais

04.05.2020 2 minutos de leitura

Com a publicação da Instrução 622 pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), algumas companhias recorreram aos encontros parcialmente ou completamente virtuais para realização de Assembleias com acionistas. O movimento foi necessário para adaptação ao cenário atual vivido pelo país.

As empresas perceberam que a facilidade de acesso às reuniões em plataformas digitais tem incentivado a maior participação do corpo de acionistas. Segundo a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), a tendência veio para ficar e foi bem regulamentada, mas não serve para todas as companhias.

A Log-in, primeira empresa do país a realizar uma assembleia 100% virtual teve que repensar todo o seu processo. Comparando o índice de presença na reunião de 2019, onde havia 8 integrantes, com o de 2020 que subiu exponencialmente para 57 participantes, podemos perceber o impacto positivo da reunião virtual.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, nossa sócia de Societário e M&A e vice-presidente da Comissão de Mercado de Capitais da Abrasca, Ana Paula Reis comentou o tema. Segundo ela, a maioria das empresas ainda espera e acompanha quem optou pelo novo modelo. “É uma tendência, mas ainda não há adesão efetiva. O que ficou mais evidente foi a flexibilização e o estímulo à adoção do boletim de voto à distância, que passou por cinco anos de maturação”, completou.

Segundo levantamento realizado pelo BMA, ao menos 120 companhias optaram por cancelar ou adiar suas assembleias, devido à prorrogação do prazo regulamentado pela Medida Provisória 931.

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