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Cresce procura por mediações como forma de solução de conflitos

05.11.2021 2 minutos de leitura

​Diante da crise econômica intensificada pelos impactos deixados pela pandemia da Covid-19, diversas empresas tomaram a decisão de rever e negociar cláusulas contratuais com seus parceiros de negócio, buscando se adaptar ao cenário econômico e social enfrentado. Nas ocasiões em que essas negociações não chegaram a um comum acordo, o mercado começou a notar uma grande procura na mediação como forma de resolver disputas de maneira rápida e preservar essas relações comerciais. 

Câmaras de mediação privadas registraram aumento considerável no número de procedimentos abertos desde o início da pandemia. Só na Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem do Centro e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp/Fiesp), o crescimento foi de 486% neste ano em relação a 2020. E a expectativa é que, em 2022, esse tipo de escolha para solução de conflitos continue crescendo. 

Além de ser um caminho mais rápido para chegar a uma solução, em comparação aos casos levados ao judiciário, existe outra diferença considerada essencial por especialistas para o cumprimento voluntário dos acordos celebrados na mediação. No Judiciário, por exemplo, o conflito é levado para um terceiro decidir. Já na mediação, as próprias partes constroem a solução, com a ajuda de um profissional. 

Em entrevista ao Valor Econômico, nosso sócio André Abbud, da área de Solução de Conflitos falou sobre o tema. De acordo com o advogado, as empresas tiveram um grande incentivo para buscar a mediação frente ao impacto da pandemia nas cadeias produtivas. “A mediação serve muito para quem quer preservar ou construir relações comerciais. As empresas não queriam romper, mas preservar os contratos. Se der certo a mediação, ótimo. Se não, o caminho é ir para disputas mais longas”, afirmou nosso sócio, que também é presidente do Comitê Brasileiro de Arbitragem (CBAr). 

Clique aqui e confira a entrevista na íntegra.