Felipe Galea fala sobre como a diversidade geracional afeta a interação nos escritórios
Segundo dados recolhidos pela OAB Nacional, existem mais de 1,2 milhão de advogados com a faixa etária entre 26 e 40 anos. A convivência entre pessoas mais jovens e mais velhas no mundo jurídico é comum. Mas, qual será o impacto dessa diferença de idade dentro dos escritórios brasileiros?
Felipe Galea, nosso sócio-gestor de Pessoas, tem ascendência jurídica, mas contrariou os desígnios familiares que inclui bisavô e avô desembargadores ao optar por se dedicar ao direito empresarial, quando recebeu seu diploma de advogado em 2003.
Sua determinação para iniciar uma carreira incerta era alimentada pela emoção do desconhecido. Durante seus estudos na faculdade e como estagiário no BMA, Galea começou a se reportar a Luiz Fernando Fraga, sócio da área de Solução de Conflitos, expandindo suas interações para além da família de magistrados.
A senioridade de Luiz Fernando Fraga, mentor de Felipe Galea, foi de extrema importância para seu aprendizado profissional e, principalmente, humildade. "É incrível a afinidade que se gera [entre estagiário e advogado]. Você já sabe como o outro está pensando mais ou menos. Então, quando não tem muito tempo para protocolar uma petição, um contrato, por exemplo, ele já vem com a sua cara. Tem gente que eu treinei, e quando recebo um documento para analisar, parece que fui eu quem fez."
Qualidades como capricho e determinação são indispensáveis para quem deseja ingressar em um escritório atualmente, segundo Galea. Quando bem aproveitado o trabalho entre advogado e estagiário, é adquirida uma conexão fina que se confundem positivamente.
Galea não nega responsabilidades, ele sabe bem que é observado pelos mais de 100 estagiários dentro do nosso escritório, e assim como já teve referências, se tornou uma: "Eu falo para eles que a postura já é observada e sei que os mais de 100 estagiários nos observam".
"Acho que o advogado mais jovem enfrenta duas dificuldades que os mais experientes superaram. Primeiro, é muito melhor trabalhar colaborativamente, e essa percepção fica mais acentuada à medida que a carreira evolui. A outra é falar sobre seus erros com mais tranquilidade; não é condescendência com o erro, é aprender errando", afirma Felipe.
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