Dia Mundial da Propriedade Intelectual é celebrado em evento online da ABPI
A ABPI - Associação Brasileira de Propriedade Intelectual promoveu evento pelo Dia Mundial da Propriedade Intelectual, comemorado na última segunda-feira, 26 de abril. Juntamente com o INPI, OMPI e os Ministérios do Turismo e da Economia, a conversa tratou do papel que os direitos de PI desempenham em relação ao estímulo à inovação e à criatividade. A sócia do BMA e diretora e conselheira da ABPI, Antonella Carminatti, foi a mediadora da mesa redonda que teve como convidados Xisto Alves de Souza Júnior, da Jetbov (listada pela Revista Exame como “top of mind” da pecuária brasileira), e Beatriz Dockhorn, da empresa Bia Brazil.
Este ano o Dia Mundial da PI teve como tema como a PI pode ajudar pequenas e médias empresas a levarem suas ideias ao mercado. Especialistas da área mencionaram a relevância das startups para a recuperação da economia brasileira pós-pandemia, e apresentaram dados que reforçam a representatividade dessa categoria nos empregos formais no país.
Destacou-se, ainda, a intenção de fazer com que os empreendedores se conscientizem que seus ativos de PI são elementos essenciais ao valor e ao desenvolvimento de seu negócio. Agindo preventivamente na proteção de seus ativos intelectuais no Brasil e no mundo, as pequenas e médias empresas obtêm não só o diferencial mercadológico, mas também adquirem segurança jurídica e auxiliam no combate à pirataria.
Propriedade Intelectual é peça-chave no desenvolvimento de negócios
A Jetbov utiliza tecnologia de informação e armazenamento de dados como ferramentas de gestão para a bovinocultura de corte. Num cenário de desenvolvimento acelerado, explicou o CEO Xisto Júnior, a startup precisou de assessoria especializada para garantir a proteção da marca e resguardar sua presença digital. Segundo ele, isso ajudou a entender como equilibrar investimentos e riscos, e orientou as ações quando enfrentaram uma crise relacionada à marca. Para o empreendedor, as empresas devem buscar orientação sobre propriedade intelectual desde o início, a fim de encontrar o melhor caminho para traçar suas estratégias.
Beatriz Dockhorn, cofundadora da Apex-Brasil e presidente da ABRESE, apresentou o caso da Bia Brazil, uma das primeiras microempresas exportadoras do país. Tendo seu produto presente em diversas localidades, Beatriz relembrou os desafios que enfrentou na negociação pela sua própria marca em outros países, frutos da falta de conhecimento sobre a necessidade do registro. Esse aprendizado faz com que ela, hoje, compreenda essa etapa como “oxigênio” do seu negócio, conhecimento que compartilha com os empreendedores que desejam expandir sua marca globalmente.
Reforçando as falas dos convidados, Antonella Carminatti lembrou a importância da orientação para o empreendedorismo e para a pesquisa de marcas. Na opinião da especialista, esse conhecimento poderia fazer parte da educação dos estudantes já nas universidades.
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