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Ações afirmativas são tema de bate-papo do BMA Mulher

26.03.2021 2 minutos de leitura
 


Na manhã da última quarta-feira, 24/03, aconteceu o bate-papo do BMA Mulher com o tema “Ações Afirmativas em Matéria de Gênero”. Nossas convidadas compartilharam suas experiências e contaram sobre alguns dos desafios que enfrentaram em suas trajetórias profissionais por serem mulheres.

Participaram Fabiana Siviero, Legal Director da 99; Ianda Lopes, Latin America General Counsel da GE; e Isabella Maciel de Sá, Regional Counsel for Brazil na Abbott. A mediação ficou com as sócias do BMA Vivian Casanova e Camila Paoletti, e a apresentação do evento foi feita por Amir Bocayuva, sócio-gerente do escritório.

Diagnóstico sério é ponto de partida para superar barreiras

Segundo as convidadas, situações de assédio (como o vivido por Isabella no início de sua carreira), de desigualdade salarial e no quadro de colaboradores devem passar por um diagnóstico profundo, começando pelo levantamento e análise de números. Se em relação à quantidade de mulheres na organização eles forem irrisórios, por exemplo, “algo está muito errado”, afirma Fabi Saviero.

Ianda Lopes considera que os casos devem ser estudados com atenção para que o cerne das questões seja atacado. Segundo a especialista, a equiparação salarial entre homens e mulheres, nesse sentido, não pode ser encarada como uma “ajuda”, mas sim como uma medida afirmativa indispensável à equidade no ambiente corporativo.

Mesmo no Google, por onde Fabi Saviero passou alguns anos atrás, houve surpresa quando foram adotadas iniciativas diretas para reduzir a desigualdade. Na experiência atual da diretora jurídica na 99, o assunto é aprofundado diariamente e a busca por diversidade se reflete em contratações intencionais.

Ações afirmativas são essenciais em todas as áreas

Na opinião das convidadas, a desigualdade é um critério de justiça e, por essa razão, deve passar por uma mudança de cultura e de mentalidade em todos os setores de uma organização. Sobre a jornada de sensibilização para o tema, Isabella Maciel acredita que “tudo que é feito para um determinado grupo deve ser perguntado para ele”. Na prática, segundo ela, isso significa ouvir seus pontos de vista e promover ações efetivas, não apenas “maquiar” a situação. Isso inclui, por exemplo, alocar recursos financeiros para solucionar lacunas salariais, entre outras medidas.


Relembre: Protagonismo feminino e necessidade de ações concretas são tema de conversa com fundadora da RME, Ana Fontes


As participantes concordaram, ainda, que os homens - maioria em cargos de tomada de decisão - precisam ser envolvidos nas discussões desde o início, a fim de ampliar a escuta.

Amir Bocayuva, sócio-gerente do BMA, relembrou a trajetória do escritório nos esforços para promover a diversidade em seus diversos aspectos, e mencionou a importância da resiliência e da competência das mulheres nesse processo.


*Crédito da imagem: pressfoto/Freepik