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Amir Bocayuva fala sobre gestão organizacional, mercado e tendências pós-pandemia ao LexLatin

20.08.2020 3 minutos de leitura

​No contexto atual vemos economias, empresas e governos virarem de ponta cabeça, ao mesmo tempo em que também percebemos uma força maior agindo como catalisadora de tendências. A tecnologia reforçou seu papel e protagonismo, algumas companhias precisaram reinventar seus processos para atravessar e superar este momento com efetividade. Diante deste cenário, o portal LexLatin convidou nosso sócio-diretor Amir Bocayuva para um bate-papo sobre gestão, perspectivas de mercado pós-pandemia e demais tendências para o futuro do país. 

Logo no início da entrevista, Amir falou sobre os desafios na gestão organizacional durante este período delicado. “A pandemia gerou um desafio adicional, mas tivemos capacidade de reagir,  e de trabalhar remotamente. Vivemos de capital intelectual, de prestação de serviços. Os grandes escritórios já estavam preparados para o trabalho remoto, mas nunca pensado para 100% da força de trabalho. Claro que foi difícil, mas acho que foi menos difícil do que outras indústrias que foram muito mais atingidas pela pandemia. Acho que o agora é meu maior desafio, mas não é por causa da pandemia, é porque a indústria jurídica passa por um momento de disrupção”, afirma. 

Esta nova fase do mercado jurídico já era esperada e pode ter muito a nos oferecer. Na visão do nosso sócio-diretor a tecnologia vai entrar na parte procedimental dos serviços e algumas tarefas que não precisam de tanta senioridade serão facilmente substituídas por máquinas e inteligência artificial. “O primeiro efeito da tecnologia é a questão da longevidade. As pessoas estão vivendo muito mais tempo, com muito mais saúde. Aumentou a expectativa de vida e o tempo útil de carreira. Advocacia é uma profissão que a experiência conta muito. Aquele advogado experiente apaixonado pela sua profissão vai continuar tendo espaço”, comenta.

Ainda sobre o futuro, Amir alerta que os escritórios irão sofrer mais competição pela contratação de talentos, por exemplo, com as empresas de tecnologia. “Eles terão que ser atraentes para essa nova geração e mostrar que sabem inovar”.

Voltando a olhar para perspectivas mais próximas em um cenário pós-pandemia, a conversa chegou em considerações positivas para o Brasil. Espera-se um certo movimento na área de recuperações judiciais, mas também um anseio pelas privatizações no setor de saneamento e aeroportuário. 

Outra prática que chama a atenção de nosso especialista é a de Mercado Financeiro e de Capitais, pela demanda na abertura de capitais na bolsa de valores. “Os IPOs vieram para ficar e acho que vamos ter cada vez mais. A taxa de juros a 2% torna obrigatório dois movimentos: investidores terão que buscar mais riscos para ter algum retorno dos seus investimentos e o mercado de capitais se torna uma alternativa real para financiamento das empresa”, analisa.

Como se sabe após toda crise há diversas oportunidades, e na área de M&A não é diferente. Apesar das demandas comuns, nosso sócio-diretor enxerga um movimento potencial na simplificação de contratos.  “Com o mercado jurídico ficando cada vez mais competitivo, com os departamentos jurídicos das empresas e dos clientes tendo mais consciência de orçamento, esperando mais previsibilidade da contratação dos serviços jurídicos, a advocacia empresarial vai precisar ganhar eficiência e uma parte dessa eficiência se ganha tornando os contratos mais simples. Torna-los mais simples não é igual a torna-los mais frágeis ou menos robustos do ponto de vista jurídico”, observa nosso especialista.

Olhar todas essas oportunidades e tendências é essencial para acompanhar e antecipar todas as facilidades que esta fase tem a nos oferecer, estar preparado para os novos desafios e trabalhar junto com as novas ferramentas tecnológicas buscando cada vez mais a melhoria de nossos processos. Durante a entrevista, Amir também comentou sobre questões de diversidade, como ele busca agregar o mercado jurídico brasileiro e a relação do direito com os clubes de futebol, abordando sua experiência como vice-presidente jurídico no Flamengo. 

Você pode conferir a entrevista completa no portal clicando aqui.