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Aprovação de Projeto de Lei traz novo fôlego para o setor elétrico

18.03.2020 2 minutos de leitura

​No início do mês, a Comissão de Infraestrutura do Senado Federal aprovou a PLS 232, que busca modernizar o modelo comercial do setor elétrico, adotando um sistema mais dinâmico, e alinhado às práticas já exercidas no âmbito internacional. O mercado livre, o fim dos subsídios às fontes incentivadas e a separação entre lastro e energia, estão mais próximos da realidade do mercado energético brasileiro.

Diante desta importante decisão do Senado, a agência Canal Energia convidou diversos especialistas para complementar a discussão sobre o tema, entre eles, nosso sócio de Societário e M&A, com ampla experiência no mercado de energia, Carlos Frederico Bingemer.

O consumidor

Para nosso especialista, a aprovação do projeto foi um movimento promissor, já que altera consideravelmente o atual modelo em prol da liberdade de atuação dos consumidores do mercado.

A ampliação do espectro de consumidores com opção de aderir ao mercado livre gera incentivos para que as distribuidoras, com a nova regulamentação, criem produtos e planos tarifários, com diferentes combinações de fontes e postos tarifários, como ocorre hoje em vários países”, declarou.

Com proposta de trazer concorrência e produtividade, o consumidor está no holofote do novo marco, por começar a ter um papel mais relevante. “Eles poderão optar, por exemplo, por pagar um preço mais caro e consumir energia produzida por uma fonte mais sustentável. Poderão também moldar o contrato e o perfil de consumo a suas necessidades”, completou Bingemer.

Lastro e energia elétrica

Ele também considera que a distinção entre o lastro e a energia elétrica efetivamente gerada, também era uma correção necessária, que foi abordada no texto final do projeto. “A criação de um marco jurídico específico para a negociação e contratação independente de lastro permite que os custos sejam distribuídos de forma mais eficiente”, explica.

A grande surpresa

O que o mercado não esperava, foi o pedido do Ministro da Economia, ao solicitar a redução do prazo para o término de subsídios para as fontes incentivadas, que foi atendido no relatório final do projeto de lei.

Carlos Frederico Bingemer, acredita que a redução deste prazo aumenta a pressão sobre o Ministério de Minas e Energia, para que apresente uma regulação detalhando os dispositivos legais dentro do período de transição.

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