Fabricante de ouro estreia novo modelo de abertura de capital e mercado reage com interesse
Após os resultados extraordinários da oferta inicial de ações da fabricante de ouro Aura Minerals, que estreou o modelo de esforços restritos em uma abertura de capital no Brasil, arrecadando 790 milhões de reais, o mercado começou a olhar atentamente para essa alternativa.
Permitido desde 2014, este modelo de oferta é regulado pela própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, por meio dele, os bancos podem oferecer as ações para um grupo limitado de investidores. Um dos principais benefícios desta oferta é a agilidade que ela pode ser lançada, e apesar deste formato não ser voltado às pessoas físicas, no caso de um IPO, esse público terá acesso às ações após um período de 18 meses.
Em entrevista ao Estadão, nosso advogado da área de Mercado Financeiro e de Capitais, Felipe Prado comentou sobre o tema. “Esse prazo de restrição de compra pelas pessoas físicas pode ser encurtado caso a empresa faça uma oferta registrada (a tradicional 400, com esforços amplos de distribuição). Se assim o fizer, as pessoas físicas passam a ter acesso a esses papéis antes de 18 meses”, afirma.
Para ele, esse modelo de oferta será uma opção para aquelas empresas que identificam, antes do lançamento da oferta, o interesse suficiente entre investidores institucionais. Assim, ao se lançar a oferta, a demanda já está garantida.
Nosso especialista alerta que nesse processo para um IPO por meio da instrução 476 é preciso que a empresa, de forma prévia, tenha o registro na CVM na categoria A. Afinal, por ela é permitido emitir todos os tipos de valores mobiliários, incluindo, é claro, ações. Grande parte das ofertas subsequentes (follow ons) são feitos por meio dessa modalidade, mas as ofertas iniciais ainda não tinham feito a estreia.
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