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Mercado se adapta ao digital e assembleias virtuais podem continuar no futuro

02.07.2020 2 minutos de leitura

​Próximo ao prazo para conclusão das assembleias-gerais ordinárias (AGOs), a tecnologia se consolidou como uma grande aliada para realização das reuniões virtuais, podendo até ser adotada como principal alternativa no futuro. 

Em entrevista ao Estadão, nossa advogada de Societário e M&A e vice-presidente da Comissão de Mercado de Capitais da Associação Brasileira de Companhias Abertas (Abrasca), Ana Paula Reis comentou sobre o tema. Para ela, as assembleias 100% virtuais supriram as demandas atuais, mas o modelo ainda pode não ser efetivo para determinadas empresas.

Você não dá a possibilidade de o acionista estar frente a frente com a diretoria da companhia. Mesmo tendo essa possibilidade, a dinâmica no ambiente virtual não favorece essa interação. Fazer uma pergunta cara a cara é diferente de uma reunião virtual. As assembleias virtuais podem ser realidade para algumas companhias e para outras não: depende do perfil dos investidores e das pautas que estão sendo deliberadas”, afirma.

Entre todos os prós e contras, um dos principais desafios enfrentados no novo formato foi a preservação da segurança da informação. Sem ela o processo seria muito mais difícil, afinal a maior parte dos temas discutidos durante as assembleias são de caráter sigiloso. 

Segundo nossa especialista, as companhias conseguiram adequar bem seus processos para esse novo cenário, evitando o vazamento de informações. “As companhias lidaram muito bem com a segurança. Algumas adotaram aquele sistema de sala de espera, em que a pessoa apresentava o documento e o rosto, e tudo estava sendo gravado. Houve controle de acesso à sala e foi perfeitamente eficaz”, completou Ana. 

 Assim como qualquer novidade, o modelo traz diversos benefícios e incertezas, empresas que já realizaram as assembleias virtuais ou híbridas vêm elogiando o processo. De acordo com as companhias, embora o formato necessite de um planejamento rigoroso, ele se destaca por ser mais democrático e inclusivo trazendo praticidade para a rotina, e provavelmente vem para ficar. 

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