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Rafaella Carvalho, Diretora Executiva da Cyrela, fala sobre o poder do networking para mulheres no mercado jurídico | BMA Plural

31.03.2025 3 minutos de leitura
O networking é uma peça-chave para o crescimento profissional, mas, para muitas mulheres, construir e expandir essa rede ainda pode ser um desafio. Para falar sobre a importância dessas conexões e como elas podem impulsionar carreiras, convidamos Rafaella Carvalho, Diretora Jurídica da Cyrela, para um bate-papo inspirador.

Confira abaixo os principais insights:

1. Como o networking influenciou sua trajetória profissional?

O networking foi e tem sido fundamental na minha trajetória, pois me permitiu construir relacionamentos com outros profissionais da área jurídica e de negócios, inclusive hoje tenho grandes amigos que conheci nessa jornada. Essas conexões não só facilitaram oportunidades de trabalho, no início da minha carreira foram as conexões que me abriram portas e hoje são essas conexões que me apoiam nos desafios diários, tanto no papel de fornecedores, como no papel de parceiros de benchmarks.

2. Quais você acredita serem os principais desafios para expandir a rede de contatos das mulheres? Como podemos incentivar mais mulheres a se conectarem estrategicamente?

Acredito que muitas vezes as mulheres têm dificuldade de se verem representadas nas posições de influência. A falta de visibilidade em ambientes predominantemente masculinos, o receio de se expor e a dificuldade em encontrar espaços que promovam abertura para ideias novas são grandes barreiras. Para incentivar mais mulheres a se conectarem, é importante promover eventos de networking que sejam acolhedores e inclusivos, além de criarmos grupos para trocas de informações e projetos de mentorias. Assim, podemos reduzir as barreiras que mencionei antes e ampliar a capacidade de comunicação e desenvolver a autoconfiança das mulheres mais jovens.

3. Você participa ou recomenda eventos e grupos voltados para o networking feminino?

Sim, eu recomendo fortemente esse tipo de iniciativa. Eventos de networking feminino são importantes porque oferecem um espaço seguro para as mulheres compartilharem experiências, se apoiarem e construírem relações profissionais. A troca de histórias de sucesso e desafios enfrentados pode ser extremamente motivadora.

4. Você já teve ou foi mentora de alguém? Como essa troca pode impactar a ascensão das mulheres no mercado?

Sim, já tive a oportunidade de ser mentora e adorei todas as experiências que vivi. Também fui agraciada com mentores ao longo da minha carreira e sou muito grata por isso. Essa troca é valiosa, pois permite que possamos aprender com a experiência mutua – aliás já aprendi muito com meus mentorados. Com certeza são projetos que têm capacidade de acelerar a ascensão na carreira das mulheres que participam dessas mentorias.

5. Que estratégias as mulheres podem adotar para fortalecer sua visibilidade e ampliar oportunidades?

As mulheres podem se envolver em grupos de discussão, participar de conferências e se voluntariar para liderar projetos ou iniciativas em suas áreas. Além disso, é importante que desenvolvam sua marca pessoal, utilizando redes sociais profissionais para compartilhar suas conquistas e conhecimentos, e cultivar sua rede de networking.

6. Quais estratégias as empresas podem criar para acelerar o crescimento da carreira das mulheres? Existe alguma iniciativa que você considera um diferencial?

As empresas podem implementar programas de mentoria e coaching focados em mulheres, além de promover a diversidade em suas contratações. Outras iniciativas incluem a criação de um ambiente mais aberto a ideias e onde todos possam assumir papeis e projetos relevantes. A promoção de um ambiente inclusivo e com oportunidades de liderar projetos estratégicos que vão proporcionar o reconhecimento de conquistas  é um grande diferencial, pois isso pode acelerar de verdade o crescimento da carreira das mulheres.

Mais do que um recurso para crescimento individual, o networking também contribui para um mercado mais diverso e colaborativo, onde conexões significativas fazem a diferença.