BMA Advogados
Artigos e Notícias

Cimento Tupi aprova plano de recuperação

21.10.2021 2 minutos de leitura

Em assembleia de credores realizada em 14 de outubro, a Cimento Tupi conseguiu aprovar o seu Plano de Recuperação Judicial de forma a reestruturar seu endividamento sujeito aos efeitos da recuperação judicial no valor total aproximado de R$3,5 bilhões, com uma votação 100% favorável em duas classes de credores - trabalhistas (Classe I) e microempresas e empresas de pequeno porte (Classe IV). 

A expectativa é que a maioria dos passivos dessas duas classes de credores sejam quitados no prazo de até 12 meses, com valores corrigidos, após a homologação do plano. A classe II, composta por detentores de créditos com garantia real, como é o caso da dívida com o BDMG, não tiverem os termos originalmente acordados afetados e, portanto, não fizeram parte da votação, conforme regra expressa prevista na lei de recuperação judicial e falências. 

Na Classe III, dos credores sem garantia (quirografários) o plano também recebeu apoio maciço de aprox. 94% dos credores presentes na assembleia. Apenas 8 credores, a maioria fundos internacionais especializados em comprar créditos inadimplidos, votaram contra a proposta da companhia.

A convite do Valor Econômico, nossos sócios Luís Loria Flaks e Sérgio Savi comentaram sobre o processo de recuperação judicial da Tupi em que atuaram.  De acordo com Savi, “Os novos donos dos títulos do BDMG vão receber na forma do documento original, a dívida não foi afetada”.

De forma geral, a proposta de reestruturação do endividamento formulada pela companhia recebeu apoio de quase 100% dos credores, com exceção de parte dos credores internacionais que compraram títulos de dívida emitidos pela Cimento Tupi em NY no mercado secundário com alto deságio sobre o valor de face (bondholders) . 

Alguns bondholders, segundo Savi, aderiram às propostas do plano, que sofreu alguns ajustes pontuais entre a apresentação e a assembleia, justamente para melhorar as opções oferecidas aos credores e acomodar os interesses de todos aqueles que vinham negociando com a companhia, no limite de sua capacidade de pagamento.

O plano, como um todo, é viável. É possível para a Tupi cumpri-lo”, completou Flaks.

Clique aqui para conferir a entrevista na íntegra.