Companhias buscam cada vez mais por mediações junto a credores
A quantidade de mediações com foco em mudança de perfil do endividamento e prolongamento de prazos está aumentando cada vez mais, devido ao alto custo de capital derivado dos juros elevados e da diminuição de ofertas de recursos financeiros no mercado. Segundo levantamento feito pelo jornal Valor Econômico, houve um aumento considerável após a pandemia pela busca de mediações junto a credores por setores como os de alimentos, têxtil, construção civil, energia, varejo e o setor de serviços.
De acordo com entrevista concedida ao Valor Econômico por nosso sócio Eduardo Guimarães Wanderley, da área de Reestruturação e Insolvência, diversos credores desaceleram de um a dois anos nas cobranças. “Isso porque, naquela época, se você oferecesse títulos da dívida no mercado, nem haveria comprador. E havia um cenário de bancos com maior liquidez, com as medidas tomadas pelo Banco Central em 2020. A gente até achava que explodiria a área de renegociação, mas não foi bem assim”, afirmou Eduardo. “Há sinais de que o mercado pode estar entrando agora nesse momento. O nosso ‘feeling’ é que isso voltaria mesmo entre 2022 e, especialmente, em 2023”.
Ainda sobre o tema, nosso sócio comentou sobre o atual cenário do refinanciamento. “Na semana passada, tivemos uma consulta de uma empresa grande de serviços para reestruturação. Quem não se refinanciou e adiou está sentindo agora, e quem se refinanciou e precisa voltar ao mercado, tem de acessar crédito muito caro, e isso vai criando um cenário mais difícil”, disse.
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