BMA recebe evento que mapeia interesses e ações de diversos setores para a COP30
A Conferência
do Clima (COP30) acontece apenas em novembro em Belém (PA), mas já está movimentando diferentes setores da economia brasileira. Para além das pautas que serão discutidas no evento em si, há ainda toda uma agenda que gira em torno da COP. Uma delas aconteceu no escritório do Rio de Janeiro do BMA Advogados, na sexta-feira, 23 de maio, e reuniu representantes
de 19 organizações da sociedade civil e dos setores público e privado. O evento, organizado
pela Fundação BMW Herbert Quandt, que atua no Brasil há 10 anos, visou
mapear interesses e ações já planejadas de diversos setores.
"Nosso papel é ser um facilitador para buscar novas parcerias que possam agregar no processo de construir uma COP que seja de ação e vá além do discurso", afirmou Márcio Pereira, sócio da área de Meio Ambiente, Clima e Mineração do BMA Advogados. Segundo ele, o escritório tem um olhar mais direcionado para a agenda da regulação e políticas públicas.
Entre os participantes do evento, representantes da Norsk Hydro, Ternium, Riachuelo, AHK, Petrobras, Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, Governo da Alemanha no Brasil, SITAWI, Ivy Capital, InPlanet, Sense Lab, Instituto Clima e Sociedade (iCS), Alianza Fondos del Sur e Asti.
"Este ano, trabalhamos em parceria com o CEBRI sobre questões de regulação na cadeia de minerais críticos (que são fundamentais para tecnologias de energia limpa como turbinas eólicas, painéis solares e veículos elétricos), que envolve política inclusiva e tem a ver Diretiva de Devida Diligência em Sustentabilidade Corporativa da União Europeia", explicou o sócio do BMA, complementando o interesse também na agenda de financiamento climático.
Durante o evento, algumas intenções para a COP foram mapeadas, tais quais influência na agenda climática global e nacional; mobilização de territórios e populações sub-representadas; apoio à formulação e revisão de políticas públicas; fortalecimento de capacidades e aprendizados; e visibilidade e comunicação. Já nas ações planejadas foram identificadas produção de conhecimento e conteúdos; apoio à infraestrutura e logística; formação e apoio a lideranças locais e comunitárias; curadoria, visibilidade e mobilização temática; entre outras.