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Lei das SAFs é debatida na B3 com a participação do BMA, profissionais do Mercado de Capitais e dirigentes das Associações de Futebol

06.02.2023 3 minutos de leitura


A Lei das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) vem gerando cada vez mais expectativas de que o futebol brasileiro possa se reestruturar e tornar a maior paixão nacional em um negócio tão lucrativo quanto o das principais Ligas europeias.

Aprovada em 06/08/2021, essa nova lei, de nº 14.193, mostra ter potencial para revolucionar o futebol por meio de gestões profissionais, atraindo investidores e recuperando as finanças dos clubes do país.

Para contribuir e esclarecer as muitas questões relacionadas ao tema, o BMA Advogados, a B3 e a Win The Game realizaram, no dia 01/02/2023, o evento Gestão Profissional e Governança no Futebol: A profissionalização dos Clubes e o Mercado de Capitais.

Com transmissão online, o evento realizado na B3, a Bolsa do Brasil, convocou uma seleção de craques do mundo esportivo e do Mercado de Capitais, que trouxe conceitos, lições e boas práticas de companhias de capital aberto, que podem ser aplicados aos clubes brasileiros.

SAF e o Futebol Brasileiro

Para Amir Bocayuva, Sócio Diretor do BMA Advogados e um dos moderadores do evento, "a Lei trouxe novidades para solucionar riscos que antes eram preocupações do mercado e afastavam investidores. A SAF mitigou o risco de sucessão, estabelecendo um regime em que o passivo criado pode ser reestruturado e não sucedido pela SAF, assim como criou um regime tributário específico que elimina a desvantagem competitiva em relação às associações". Não é à toa que "em um curto período de tempo, foram constituídas mais de 25 SAFs", completou Amir.

O primeiro painel foi "Um debate sobre a profissionalização da indústria de clubes", uma retrospectiva das primeiras iniciativas para que as associações se organizassem e evoluíssem até um cenário em que os retornos esportivos e financeiros pudessem andar juntos. Também foram abordadas as dificuldades para essa evolução e a aproximação de investidores: a pressão das torcidas, endividamentos, os curtos mandatos dos dirigentes e a falta de propósitos, entre outras.

Como constituir e as Vantagens de virar SAF

No segundo painel, discutiu-se "Como constituir e as Vantagens de virar SAF". Uma comparação entre os modelos de organização apontou as SAFs como mais benéficas e lucrativas, isolando a política interna e a pouca responsabilização do processo decisório, adotando práticas de Compliance e criando um ambiente regulatório.

A Governança Corporativa e o que os clubes podem aprender com as companhias de capital aberto

Finalizando o evento, os participantes do painel "A Governança Corporativa e o que os clubes podem aprender com as companhias de capital aberto" expressaram otimismo com a conexão entre os mercados do futebol e de capitais. Acreditam no enorme potencial que esse novo ambiente de negócios está amadurecendo para gerar mais riqueza para os clubes e os investidores, e muitas alegrias para os torcedores.

>>> Na foto: Danilo Caixeiro - VP de Planejamento da Eagle Football / Gabriel Lima - CEO do Cruzeiro/ Amir Bocayuva - Sócio Diretor do BMA Advogados/ Patrick Lopes - Diretor da Alvarez & Marsal. Fotógrafo: Caue Diniz.


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