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Home Office é o futuro da vida corporativa?

08.03.2021 3 minutos de leitura

​Com a chegada da pandemia no Brasil, grande parte das corporações tiveram que rever seu modelo de trabalho. O home office, sempre que possível, foi uma das principais alternativas para o momento de recomendações de distanciamento social.

Depois de aproximadamente um ano, já é possível ver empresas que se comprometeram em adotar o home office de forma permanente. Mas, será esse o futuro da vida corporativa? 

Na última quarta-feira, 3 de março, nossa sócia da área Trabalhista, Cibelle Linero discutiu o tema no webinar promovido pela Bússola/Exame, “Futuro da vida corporativa: novos modelos de organização das empresas pós-pandemia”.

Também fizeram parte do painel, Simone Barbieri, diretora de Pessoas e Cultura da Engie Brasil, Cesar Barboza, diretor de Talentos da Hotmart e Paul Ferreira, professor e diretor do Centro de Liderança da Fundação Dom Cabral. A moderação ficou por conta do jornalista Rafael Lisbôa, diretor da Bússola.

Durante o evento, Cibelle deixou sua análise sobre o tema. Segundo nossa sócia, o momento nas empresas é de avaliação. Para ela, o home office veio para ficar, mas a maneira de implementação ainda precisa ser analisada. Se será um modelo híbrido ou integral, vai depender do perfil de cada companhia. 

É evidente que hoje as empresas estão estudando o que viveram neste primeiro ano. A cultura das organizações ainda está sendo revista. É o momento de pesar como eram as decisões e como elas são agora, bem como os legados que ficarão: o acréscimo de políticas internas e a questão das melhores práticas, por exemplo, estão sendo debatidas para serem aperfeiçoadas ao término da pandemia”, ressaltou.

Saúde mental e Produtividade

Em um momento como este, as questões sobre saúde mental e produtividade precisaram ganhar mais atenção por parte das empresas. Conciliar a vida pessoal com a profissional vem sendo um desafio ainda maior em um cenário de pandemia, o que impacta diretamente a rotina dos empregados.

É preciso ter cuidado, equilíbrio e flexibilidade, principalmente em relação às jornadas e horários de trabalho. “Ficar em casa não significa estar disponível 24 horas por dia. Essa mistura de trabalho e vida pessoal é mais difícil de lidar. Mas, hoje, vejo que o olhar para esse tipo de situação foi trazido, porque vai impactar na produtividade do colaborador e precisa ser um ponto de atenção”, reforçou nossa especialista durante o webinar, evidenciando a importância do equilíbrio e do cuidado com os empregados. 

Novos modelos de trabalho e a Legislação Trabalhista

Com novos modelos de trabalho sendo adotados, sejam eles 100% home office ou de regime misto, é notável que uma série de práticas e normas internas das empresas precisam ser revistas e adaptadas. Assim como, futuramente alguns pontos da legislação trabalhista.

De acordo com Cibelle, há uma série de práticas que precisam ser implementadas como normas internas ou que contem com o apoio dos sindicatos, antes mesmo que sejam respaldadas por alguma legislação. “Se a empresa fica em São Paulo, mas contrata alguém de Recife, por exemplo, qual o local de trabalho da pessoa? Quais feriados se aplicam à rotina dela? Qual sindicato a representa? São questionamentos que podem ser tratados com normas internas ou com o amparo de novas leis, e isso precisará ser definido”, completa nossa especialista.

Clique aqui e veja o webinar completo na íntegra. 

Ouça também: DNA BMA EPISÓDIO #17 | "DESAFIOS DO FLEX OFFICE"