Impactos do coronavírus no setor elétrico brasileiro
As consequências econômicas provocadas pela pandemia da COVID-19, permeiam por toda sociedade, e o setor elétrico brasileiro está entre os principais afetados.
O que muda para o consumidor?
Em linha com o que já vem sendo feito por grande parte das organizações prestadoras de serviço, e buscando unilateralidade em medidas adotadas no país, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), anunciou algumas ações facilitadoras para o enfrentamento deste momento delicado.
A última decisão de grande relevância, foi a suspensão por 90 dias da possibilidade de cortes no fornecimento de energia elétrica em caso de inadimplência do consumidor. A medida, que vale para todas as distribuidoras do país, poderá ser estendida após o fim do prazo inicial.
Perante esta definição, a agência pediu aos consumidores que possuem condições, a regularidade nos pagamentos, que consequentemente ajudarão a manter o funcionamento de toda a cadeia do setor e o pagamento dos funcionários das empresas.
Qual o desafio das distribuidoras?
Frente ao estado de calamidade pública e ao isolamento social, as distribuidoras de energia elétrica sofrem com o declínio de consumo, segundo a Câmara Comercializadora de Energia Elétrica (CCEE), nesta segunda, 23 de março, foi constatada uma queda de 18%. De acordo com especialistas, o aumento do consumo de energia residencial não cobre o espaço deixado pelas indústrias e comércio.
Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, nosso sócio de Infraestrutura, Regulação e Assuntos Governamentais, José Guilherme Berman, comentou sobre a necessidade de uma solução para este desafio.“O ineditismo da situação deve demandar soluções legislativas para definir como as perdas serão compartilhadas no setor, que pode passar por uma mudança estrutural no perfil de consumo”.
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