“O PELÉ DA ADVOCACIA BRASILEIRA”
Considerado por muitos o maior advogado do Brasil, Paulo Cezar Aragão é reverenciado por sócios do escritório que ajudou a construir “Ser sócio do Paulo Aragão é como jogar no time do melhor jogador de futebol do mundo. Ele é o Pelé da advocacia brasileira”. É com essa analogia que Amir Bocayuva, sócio-diretor do BMA Advogados, abre o bate-papo sobre a sua relação com Paulo, percepções e aprendizados que obteve com aquele que é, por muitos, considerado um dos advogados mais extraordinários do Brasil.
Luiz Antonio de Sampaio Campos, sócio da Área de Direito Societário e M&A, conta que a recente homenagem recebida por Paulo com a premiação Lifetime Achievement é mais uma demonstração da grandiosidade da contribuição do advogado para o Direito brasileiro. “Ao saber da merecida premiação, fico tomado por um sentimento contraditório: o primeiro é que já era tempo, por tudo que o Paulo já fez pela advocacia; o segundo, é que veio cedo, pelo tanto que ele ainda fará com a energia, a determinação e a curiosidade juvenis que ele segue demonstrando. Acho que, tratando-se do Paulo, não seria um absurdo cogitar duas premiações deste gênero com uma segunda no futuro, pelo o que ele ainda fará de extraordinário”.
Ao longo de sua carreira, Paulo Aragão colecionou casos de destacada atuação – desde os anos iniciais no Direito ao lado de seu pai, passando pela Comissão de Valores Mobiliários, pelo Grupo Garantia, pelo Escritório Gouvea Vieira, até chegar ao Barbosa & Müssnich – hoje BMA Advogados -, numa clara referência à formação final da tríade que faria história no Direito brasileiro com a junção de Aragão.
“Chico (Müssnich) e eu nos juntamos para formar o B&M, em 1995, e o Paulo foi o maior incentivador que tivemos, nos encorajou a fazer algo moderno que pudesse revolucionar o mercado jurídico. O futuro não poderia ser outro: em menos de 2 anos, Paulo Aragão mudou o lado do balcão e veio fazer parte do sonho de construir um escritório forte, reconhecido e perene”, conta Plínio Barbosa, sócio-fundador do BMA Advogados.
“Paulo estava no Grupo Garantia e quando nos contou que queria voltar a advogar, não tivemos dúvida de que ele era o elemento que faltava para elevar o escritório ao grau de excelência e à perenidade que almejamos. Justamente pelo peso que a entrada dele representava, acordamos que a ordem dos nomes seguiria lógica inversa no papel, conferindo equilíbrio e reconhecimento de igualdade para os três”, revela Chico Müssnich, sócio-fundador do BMA Advogados.
Estava formado o triângulo equilátero que deu vida à uma das principais bancas de direito do país, admirada e respeitada por suas grandes operações, nacionais e internacionais, ao longo dos 28 anos de história. Não por acaso o simbolismo de uma figura geométrica está presente nos relatos. É evidente nos discursos de quem tem a oportunidade de trabalhar e aprender com os fundadores a harmoniosa complementaridade dos perfis do trio – do aspecto técnico à personalidade.
“Chico é mais extrovertido, Plínio é o mais ponderado. Paulo é o ponto de equilíbrio das personalidades que começaram essa história de sucesso. É um entusiasta do conhecimento que nos inspira, diariamente, com a sua capacidade de analisar estar e fazer conexões entre os fatos que ocorrem no mundo. Entrei no BMA muito jovem já numa operação complexa de M&A e, desde o primeiro dia, ele foi extremamente generoso comigo. Paulo é de uma geração de talentos únicos. Tenho muito orgulho de jogar no time do melhor do mundo”, afirma Amir.
“A multiplicidade de pessoas é fundamental para permitir ao cliente a escolha do perfil ideal para a sua operação. Paulo foi essencial não só para definir a personalidade do escritório trazendo solidez pelo reconhecimento unânime que já tinha no mercado, como também foi ele que, com o seu altruísmo, se voluntariou a mudar para São Paulo PARA o BMA e PELO BMA, dando o passo definitivo que colocaria o escritório no lugar que ocupa hoje”, analisa Plínio.
“Paulo sempre foi um advogado primoroso, constantemente atento aos detalhes, polindo as estratégias de forma ágil e criativa, e com alto poder de persuasão. É um cara denso que deu o tom para que o BMA fosse esse modelo de atuação que vários escritórios depois passaram a se inspirar e utilizar. É, sem dúvida, o melhor advogado do Brasil; o segundo lugar está depois do tratado de Tordesilhas”, brinca Chico.
“Mais do que um exemplo ou uma inspiração, o Paulo, como advogado e jurista, é objeto de minha permanente e renovada admiração, que vem desde menino, não só pela exuberância de sua inteligência e formação que ofuscam, mas sobretudo pela sua ciclópica curiosidade intelectual, sua fascinante criatividade e sua estonteante atualização e não só nos temas do direito e interesse em continuar aprendendo coisas novas”, declara Luiz Antonio.
O sucesso da aliança formada pelo trio tem como pano de fundo a amizade construída ao longo do tempo. Plínio e Chico se conhecem desde os 5 anos. Chico conseguiu o primeiro estágio profissional do Plínio. Paulo teve Chico como padrinho de casamento. Paulo ajudou a escolher a grafia do nome de uma das filhas do Chico. Tal qual as boas trocas de passes de um time entrosado em campo, o fair play jogado por esses craques - abrilhantado pelo “Pelé da Advocacia” -, extrapola as quatro linhas.
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