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Debêntures incentivadas alcançam volume recorde e têm emissão de R$ 36bi

03.12.2021 2 minutos de leitura

​As debêntures incentivadas, que contam com isenção do Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas e investidores estrangeiros, têm ganhado relevância nos últimos quatro anos, com a mudança do perfil de crédito público no país. De janeiro a outubro deste ano, as emissões já alçaram volume recorde e mais do que o dobro comparado ao mesmo período de 2020. 

Em entrevista ao Valor Econômico, nosso sócio da área de Mercados Financeiro e de Capitais, Felipe Prado, comentou sobre o tema. Na oportunidade, Felipe destacou que as debêntures incentivadas, que têm as pessoas físicas como uma de suas principais compradoras, fazem com que haja uma pulverização muito grande dos ativos. 

Isso pode trazer dificuldades quando emissores e credores têm de sentar à mesa para discutir a mudança de cláusulas do financiamento, caso o empreendimento tenha alguma dificuldade”, afirma. “Os projetos de infraestrutura podem ter percalços. O projeto de lei traz benefício para emissor e tem possibilidade de indexação cambial e de fazer as holdings emitirem os papéis”, completa.

A expectativa é que o volume recorde deste ano deva ser elevado ainda com R$ 4 bilhões em emissões do setor de transportes. “Há muitos projetos ainda a serem licitados, como a sétima rodada de concessões de aeroportos e oito lotes de rodovias. O BNDES não dará conta dos projetos de todas as áreas, como transportes e saneamento”, observou Natália Marcassa, secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, também em entrevista ao Valor.

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