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Webinar explica conceito, cronograma e procedimentos sobre Open Banking e PIX; assista

02.10.2020 4 minutos de leitura

 

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Open Banking e PIX são dois assuntos que estão povoando a cabeça dos brasileiros, em especial nos últimos meses. Para esclarecer algumas dúvidas acerca do tema e o que podemos esperar para o segundo semestre de 2020, o BMA, em parceria com o BTG Pactual, promoveu o webinar "Open Banking e PIX - conceito, cronograma e procedimentos necessários". Nossa sócia de Mercados Financeiro e de Capitais Camila Goldberg foi a mediadora do encontro, que contou com Flávia Janini e Marcos Xavier, do BTG Pactual, como palestrantes, além do nosso sócio de Concorrencial José Inácio Prado Filho, e nosso o advogado da área de Mercados Felipe Prado.

Com a entrada em vigor do PIX prevista para novembro de 2020, e a implementação da primeira fase do Open Banking no mesmo mês, ambas as tecnologias pretendem revolucionar o sistema financeiro nacional. "É uma grande revolução digital no âmbito do sistema financeiro nacional. A gente mudou a forma como a gente se relaciona com as pessoas, a forma como recebe e divide conteúdo, opinião, como pede comida, quase todas as nossas experiências do cotidiano foram afetadas pela revolução digital. Chegamos agora em um momento, no Brasil, aonde essa revolução chegou no setor financeiro, que é um dos setores essenciais do cotidiano das pessoas", comentou Camila Goldberg ao abrir o evento, lembrando que as duas inovações caminham juntas já que "não conseguimos pensar em uma revolução digital sem pensar no tratamento dessas informações do setor financeiro".

Com a proximidade da implementação do PIX e seu sistema de pagamentos instantâneos, surgem muitas dúvidas, como, por exemplo, se DOC e TED vão continuar a existir ou cairão em desuso. Felipe Prado indica que o PIX realmente vai trazer uma revolução para o varejo e os usuários finais, permitindo que você encaminhe uma mensagem junto com o seu pagamento, por exemplo, mas ele não vai substituir por completo o que já existe no sistema bancário tradicional. Até porque, por enquanto, "o Banco Central (BACEN) não colocou limitação de valor para transações na regra, mas as instituições podem colocar e limitar o volume para não pôr em risco o cliente. De modo geral, o PIX torna a experiência do usuário muito mais interessante", pontuou o advogado.

O que se espera é que essa experiência melhorada do usuário somada ao aumento de concorrência, que é evidente ao vermos a quantidade de players que já falam sobre o PIX, permita uma maior inclusão no mercado bancário. Para Flávia Janini, do BTG Pactual, a tendência é que, passada a fase inicial, o sistema se torne parte do nosso cotidiano. "É um caminho sem volta. Uma vez isso instalado, a tendência é cada vez mais a gente ir ampliando. A gente entra com um novo modelo dos clientes se relacionarem com as instituições. É uma mudança significativa para os clientes, que precisavam, às vezes, ter o dinheiro em espécie para fazer alguns tipos de transação. Agora ele não precisa mais aguardar, é instantâneo", disse a especialista.

"O varejo físico vai ter uma revolução no check out da compra. O tempo de terminar uma compra vai ser muito menor com o PIX. E pensando em setores como o de Energia, Telecomunicações e demais serviços que trabalham com restauração de serviços, vai ser bom.

Toda companhia que tem uma base grande de clientes e uma base relacional, é muito natural elas se engajem com o PIX", completou Marcos Xavier, que pontua ainda a redução de custos e ganho de eficiência que tanto o PIX quanto o Open Banking podem trazer para as empresas.

Tanto Open Banking quanto PIX têm como objetivo também estimular a concorrência em um mercado bastante fechado e tradicional. "Talvez um dos maiores desafios, especialmente no Open Banking, será como estabelecer um equilíbrio entre o compartilhamento de dados e a proteção dos segredos de negócio e inovação. É legitimo e esperado que as empresas esperem buscar vantagens competitivas. Vai ser preciso então definir o perímetro do que é possível compartilhar, para não inibir a inovação", preocupou-se José Inácio Prado Filho.

De acordo nosso sócio de Concorrencial, no entanto, a perspectiva é muito boa. "No curto prazo, teremos um período de adaptação à nova realidade, com mais acessibilidade dos usuários. Agora, a médio e longo prazo, a gente espera uma transformação muito maior porque a gente tem a possibilidade de criação de modelos de negócio completamente novos", torceu. "É um novo mundo dentro desse nosso normal que começa a surgir e acho que todos vão poder conquistar seu lugar de destaque dentro do seu nicho, da sua expertise. Todo mundo vai querer aproveitar e tirar uma fatia desse bolo, mas vai ser um bolo maior, com a inclusão financeira a digitalização dos clientes", complementou Flávia.


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