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Inteligência Artificial e Investigações Corporativas são tema de mesa-redonda

29.05.2025 2 minutos de leitura

A Inteligência Artificial (IA) está transformando inúmeras profissões, que estão entendendo como aproveitar suas potencialidades para automatizar e agilizar tarefas. No caso das investigações corporativas, conduzidas por consultorias, escritórios de advocacia e/ou áreas de compliance interno, diversas ferramentas estão aparecendo para auxiliar no trabalho de coleta e triagem de dados. No entanto, é preciso cautela e treinamento para poder aproveitar o melhor que esta tecnologia pode ofertar, sem colocar a intgridade e privacidade dos dados da investigação em risco.

Com isso, a área de Compliance, Investigações e Direito Sancionador promoveu a mesa-redonda "Inteligência Artificial & Investigações Corporativas: Interseção e desafios considerando o panorama atual". Os advogados da área, Jean Jaldin e Luis Marcelo Abdalla, receberam Fernanda Villela, advogada da área de Proteção de Dados e Cybersecurity, e Antonio Gesteira , da Antonio Gesteira, para a conversa no escritório do Rio de Janeiro do BMA, que aconteceu na quarta-feira, 21 de maio. A sócia da área de Compliance, Anna Carolina Malta, também acompanhou a conversa.

Durante a mesa-redonda, os convidados puderam fazer perguntas para os especialistas e tirar algumas dúvidas sobre as inovações trazidas pela inteligência artificial. Por meio de perguntas e provocações, foi falado sobre como a IA está automatizando rotinas de escritório e investigações, acelerando a coleta e análise de dados, e como ela pode se tornar essencial na análise de grandes volumes de documentos, identificando padrões e informações relevantes. 

No entanto, os especialistas foram unânimes em dizer que o uso de IA ainda requer supervisão humana, pois, apesar dos benefícios, a utilização da inteligência artificial em investigações levanta preocupações éticas e legais, especialmente sobre privacidade de dados e vieses.

Para isso, a legislação está em constante atualização para acompanhar o desenvolvimento de toda essa tecnologia, buscando sempre o equilíbrio entre inovação e proteção de dados. Por sua vez, as empresas podem e devem estabelecer políticas internas de governança de dados e compliance para mitigar riscos e garantir o uso ético da IA nos seus negócios. Os especialistas destacaram a necessidade de reforçar treinamentos, que devem ser periódicos, e implementar medidas de segurança robustas, incluindo políticas de retenção de dados, com objetivo de proteger informações sensíveis.