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ESG é tema de palestra do sócio da área Ambiental do BMA, Márcio Pereira

14.05.2021 2 minutos de leitura

​Na manhã da última quinta-feira, 13/05/2021, o sócio da área Ambiental do BMA Márcio Pereira participou do painel de abertura do evento “ESG na Economia Real”, organizado pela Viex, juntamente com Conrado Albrecht, Vice-Presidente e Head of Business Development for Latin America da MSCI. Márcio explanou sobre conceitos, noções e regulações a respeito de ESG e sua relevância para o mercado financeiro.

O painel abordou aspectos conceituais do tema e apresentou informações que amparam as decisões por investimentos nas empresas, principalmente no que tange à identificação e à mitigação de riscos. Partindo da premissa de que a tríade social, ambiental e governança corporativa se tornou indispensável aos negócios, os palestrantes compartilharam dados que ajudam a vencer possíveis resistências sobre o assunto no dia a dia do mercado, e que reforçam a importância de as organizações implementarem políticas mais consistentes e claras.

Nesse sentido, Márcio esclareceu que ESG não é um produto, mas sim uma forma de organização e de adoção de práticas empresariais. No ano em que são celebrados 40 anos da Política Nacional de Meio Ambiente (de 31/08/1981), ele comentou sobre o incremento das regulações ambientais cada vez mais voltadas à abordagem e à análise de riscos futuros. Além disso, reforçou como a pandemia de COVID-19 vem deixando clara a relevância do gerenciamento de riscos regulatórios e jurídicos, e a mudança de visão sobre essas questões materializadas para um olhar mais estratégico para o futuro.

No cenário atual, explicou Márcio, o ESG deixa de ser apenas um aspecto ou externalidade dos processos de investimentos e passa a ser parte dos negócios e norte para os investidores. Segundo os participantes do painel, essa nova geração (de investidores) está cada vez mais preocupada sobre o direcionamento que será dado ao dinheiro, e se guiam por parâmetros e métricas reais. Em outras palavras, eles esperam que as empresas nas quais investem saiam do discurso e cheguem à prática mais concreta, tendo uma organização baseada em transparência, com metas e compromissos muito bem estabelecidos e divulgados – o que impacta diretamente nas iniciativas de compliance.

Na opinião de Márcio, é a governança corporativa que “amarra” as pontas do ESG por meio das estratégias jurídicas, o que se reflete diretamente na postura das empresas e na sua percepção pelo mercado financeiro.