Risco de escassez e alta de preços de minerais para geração de energia limpa
Em busca de processos mais sustentáveis, o mercado parece entender que encontrar soluções efetivas pode não ser tão simples assim. Para alinhar suas operações com fatores ESG, é preciso muito planejamento e um olhar holístico para os diversos setores da organização.
Em recente estudo, a Catavento Consultoria alerta para o risco de escassez e alta de preços de minerais para geração de energia limpa. Um exemplo disso é um parque eólico offshore, que necessita, em geral, de um volume oito vezes maior de minerais críticos (por exemplo: cobre, zinco e manganês) do que uma termelétrica a gás natural de capacidade instalada semelhante, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).
Da mesma forma, um veículo elétrico também utiliza seis vezes mais minerais críticos do que carros com motor de combustão interna.
Outros dados da IEA evidenciam o potencial da indústria de minerais críticos, cuja demanda deverá crescer seis vezes até 2040, impulsionada pelo movimento de grandes potências mundiais em busca da neutralidade de emissões de gases do efeito estufa e da transição energética.
O segundo ponto de atenção diz respeito à concentração geográfica dos recursos minerais. De acordo com o estudo da Catavento Consultoria, a concentração geográfica pode tornar as cadeias de abastecimento mais vulneráveis à instabilidade política e catástrofes ambientais, como terremotos e inundações.
No caso do lítio, por exemplo, o estudo indica que Austrália, China e Chile respondem por 85% da oferta do insumo. Com relação ao níquel, Filipinas, Índia e Rússia preenchem 53% da oferta, por exemplo.
Em entrevista à MegaWhat.Energy, nosso sócio Márcio Pereira, da área de Ambiental e Mudanças Climáticas, falou sobre o tema.
Segundo Márcio, o alerta feito pela Catavento está diretamente relacionado ao tema da sustentabilidade. De acordo com ele, é preciso olhar para a questão de forma global. “A teia da sustentabilidade que se forma é extremamente complexa. Você tem que cobrir todas as pontas. É preciso entender o problema de ponta a ponta”, explica nosso especialista.
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