Workshop “ESG: Obstáculos e caminhos legais para a agenda socioambiental” fala da evolução e dos benefícios do tema para os negócios
Márcio Pereira e Camila Goldberg, sócios do BMA nas áreas Ambiental e Mercados Financeiro e de Capitais respectivamente, participaram de um workshop promovido em parceria com a FSB com o tema “ESG: Obstáculos e caminhos legais para a agenda socioambiental”. O evento, que aconteceu no último dia 23 de Junho, contou com a participação de clientes e teve o objetivo de fomentar o networking e a troca de ideias sobre o assunto.
O sócio de Ambiental fez uma breve apresentação sobre o que é ESG e reforçou a importância da agenda socioambiental nos diversos setores da economia. Segundo ele, a questão, enfim, migrou para o lugar correto, aproximando-se da esfera financeira e angariando uma nova percepção sobre o gerenciamento de riscos a nível mundial, principalmente em decorrência da pandemia de COVID-19.
Nessa nova abordagem, explicou Márcio, o paradigma mudou de ações isoladas para um conjunto sistematizado e metrificável que afere o valor gerado pelas práticas ESG em toda a cadeia empresarial. Isso cria conexões que agregam os interesses de investidores aos dos tomadores de financiamentos. Nesse sentido, as agências reguladoras passam a ter um papel fundamental na gestão de critérios de avaliação de riscos.
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ESG
é tema de palestra do sócio da área ambiental do BMA, Márcio
Pereira
Nas palavras de
Camila Goldberg, esses financiamentos são a “força motora” de
qualquer atividade nas companhias. No cenário de crescente
relevância do ESG, são os agentes reguladores que
estabelecem as regras para conceder crédito, ampliando a necessidade
de comprometimento das organizações com um contexto mais amplo,
para além dos lucros.
Evolução da regulação e desafios para o ESG
Um dos grandes desafios citados pelos especialistas durante o workshop é a estruturação e a uniformização dos parâmetros/análises para o ESG, respeitando-se as especificidades de cada setor da indústria e indo além das questões legais. O papel estatal nesse contexto seria o de colocar clareza e transparência no fluxo de informação, a fim de permitir aos investidores olharem para o retorno a longo prazo e agregar legados à organização que está sendo investida, superando as barreiras do greenwash.
Outro desafio é extrapolar o aspecto ambiental e medir na prática como anda a relação social da companhia com seus empregados, começando a ver metas atreladas a objetivos de diversidade e inclusão desde a composição dos conselhos.
Olhando para o histórico, Camila Goldberg lembrou, ainda, das agências de fomento multilaterais e internacionais até a evolução do papel do BNDES, por exemplo, tendo sido o primeiro banco brasileiro a integrar a preocupação com os aspectos de responsabilidade ambiental ao seu propósito de financiar projetos de infraestrutura e atividades de desenvolvimento econômico no país.
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*Crédito da imagem: Reprodução/International Investment