BMA Advogados
Artigos e Notícias

Painel discute perspectivas para o mercado de fusões e aquisições com Chico Müssnich e Amir Bocayuva; assista

14.03.2022 3 minutos de leitura

Quais são as perspectivas para o mercado de fusões e aquisições para 2022? De que forma a pandemia de Covid-19 alterou o cenário de M&A no Brasil? Qual é a expectativa do mercado para o ano que acaba de começar?

Para discutir essas e mais questões, nossos sócios Chico Müssnich e Amir Bocayuva, ambos da área de Societário e M&A do escritório, participaram de um painel na XLIV Semana Jurídica do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira – CACO/UFRJ.

Eles se juntaram a Julian Chediak, também advogado da área de fusões e aquisições, para comentar as perspectivas do mercado para os alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro em bate-papo virtual realizado no Youtube do CACO na última quarta-feira, 9/3.

 

O MERCADO DE FUSÕES E AQUISIÇÕES

De acordo com o Relatório Anual do TTR (Transactional Track Record), o volume de transações de M&A registrou aumento de 51% no Brasil em 2021. Ao longo do ano, foram contabilizados 2.560 deals, cujo valor agregado aumentou em 143%, em comparação ao ano de 2020.

O mercado de fusões e aquisições no país movimentou cerca de R$ 595,56 bilhões, considerando apenas as transações que tiveram seus valores divulgados."Apesar de todas as dificuldades que o Brasil enfrenta e vem enfrentando, da pandemia que afetou todos os países, é fato que a atividade de fusões e aquisições continua bem aquecida no nosso país", disse Bocayuva.

O sócio-diretor do BMA Advogados explicou ainda que, de acordo com o relatório do TTR, o volume de transações de private equity registrou queda de 10% no Brasil em 2021. Ainda assim, foram contabilizadas 124 transações, cujo valor agregado aumentou em 220%, em comparação ao ano de 2020.

No entanto, o volume de transações de venture capital registrou aumento de 57% no Brasil em 2021. Foram contabilizadas 740 transações, cujo valor agregado aumentou em 269%, em comparação ao ano de 2020. "A mensagem é que o brasil continua atraindo os investidores de risco", explicou.

"As perspectivas para 2022 são muito boas, apesar da gente estar tendo uma guerra na Ucrânia e de termos eleições no fim do ano, que é um cenário que gera incertezas", ponderou Bocayuva.

 

MOTIVOS PARA INVESTIR NO BRASIL

"Como estamos falando de perspectivas para 2022, acho que elas são surpreendentemente positivas. As expectativas dos especialistas é que em 2022 estaríamos em uma grande crise econômica, e isso não está acontecendo", lembrou Julian Chediak.

Os números do TTR comprovam que o mercado nacional de M&A já estava aquecido, prometendo mais um ano com deals  e transações de grande porte. "O Brasil, com todos os defeitos que podemos anotar, ele aplica o rule of law", pontuou Müssnich.

"Do ponto de vista do investidor, existe claramente um caminho fiscal e societário, agora inclusive aumentado para permitir a ampliação de companhias com o voto plural", enumerou Chico ao lembrar da norma aprovada no segundo semestre de 2021 que permite às companhias criarem uma classe de ações ordinárias que atribui mais de um voto por ação.

 

TENDÊNCIAS DO MERCADO

Apesar das dificuldades já conhecidas por investidores para se fazer negócios no ambiente brasileiro, "o Brasil se insere numa modernidade que permite ao investidor a utilização de uma série de ferramentas extremamente úteis para organização da combinação do seu negócio", complementou um Chico.

Os advogados falaram ainda obre as Sociedades Anônimas do Futebol (SAF), a Lei de Falências e o right to fail, algo entendido no exterior como acúmulo de experiência para o empresário, mas visto como uma mancha na história do investidor no Brasil. "O investidor não tem medo do risco, ele tem medo da incerteza, da insegurança, até porque ele sabe que 'no risk, no reward'", finalizou Müssnich.

Confira o painel completo abaixo: