Confira as Notícias do Setor em maio de 2023 no Informativo de Energia
Petrobras busca alocação de até 15% de seu capital na redução da pegada de carbono
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou diretriz para revisão do plano de negócios da companhia, incluindo o direcionador de despesas de capital (CAPEX) em projetos de baixo carbono para a faixa entre 6% a 15% do CAPEX total para o próximo ciclo plurianual, de 2024 a 2028.
O “projeto de baixo carbono” da Petrobras considera investimentos para redução das emissões de gases do efeito estufa das operações, como iniciativas para descarbonização da produção de óleo e refino, além do investimento em energias renováveis. A Companhia reforça que os investimentos devem ser financiados pelo seu fluxo de caixa operacional, em níveis equivalentes às suas congêneres e, preferencialmente, por meio de parcerias que permitam o compartilhamento de riscos e expertise.
De acordo com a diretoria, a proposta de novo plano de negócios deve ser fechada até novembro deste ano para aprovação pelo Conselho de Administração.
EPE divulga o "Caderno de Tecnologias da Geração" com oportunidades no setor
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicou a primeira edição do "Caderno de Tecnologias da Geração 2023", que apresenta um retrato dos empreendimentos de geração centralizada de energia elétrica a partir da fontes eólica, solar, fotovoltaica, hídrica e termelétrica cadastradas na EPE para os Leilões de Energia.
O objetivo principal é registrar as evoluções observadas nos projetos ao longo dos últimos 14 anos em que a EPE realiza o processo de habilitação técnica desses empreendimentos, com vistas à participação nos leilões. O enfoque é, assim, consolidar as características técnicas dos projetos.
Além de conferir maior transparência para a tomada de decisão dos agentes de mercado e para a consolidação de estudos de planejamento no âmbito da EPE, buscou-se também refletir os avanços na eficiência e diversidade de fontes de energia na matriz elétrica brasileira.
Relatório da IEA aponta Brasil, Índia e Indonésia como lideranças no mercado global de biocombustíveis
Relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês), destaca o Brasil, Índia e Indonésia como os países, entre os mercados emergentes, que liderarão o crescimento da demanda global por biocombustíveis entre este e o próximo ano.
Os três países apresentam uma ampla oferta de matérias-primas, capacidade de produção adicional, custos relativamente baixos e um pacote de políticas para aumentar a demanda, compensando parte das importações de derivados de petróleo.
No cenário nacional, a perspectiva otimista para o mercado de biocombustíveis considera sobretudo o cronograma de aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, aprovado no início deste ano, com a previsão de elevação de um ponto percentual anualmente, até alcançar 15% em 2026.
Com o novo cronograma, o governo brasileiro estima que a produção salte dos 6,3 bilhões registrados em 2022, para mais de 10 bilhões de litros anuais entre 2023 e 2026. Além disso, está prevista a redução da importação de 1 bilhão de litros de óleo diesel em 2023 e de 4 bilhões de litros em 2026.
Potência instalada em energia solar segue em crescimento no Brasil
O Brasil ultrapassou a marca de 29 GW de potência instalada da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia, número que equivale a 13,1% da matriz elétrica do país.
O crescimento é decorrente sobretudo do aumento de plantas de geração distribuída, que somam 20,5 GW de potência instalada. Os grandes parques solares, de geração centralizada, estão logo atrás, somando 8,5 GW de potência instalada.
Desde julho de 2022, a fonte solar, segunda maior do país em potência instalada, perdendo apenas para as hidrelétricas, tem crescido, em média, 1 GW por mês. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), desde 2012, a fonte solar já trouxe ao Brasil cerca de R$ 143,4 bilhões em novos investimentos, mais R$ 42,7 bilhões em arrecadação e gerou mais de 870 mil empregos.
Além disso, o aumento da participação da fonte solar na matriz elétrica nacional já evitou a emissão de 36,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.
- Para acessar o infográfico da Absolar, clique aqui.
CADE admite possibilidade de renegociar acordos para venda de ativos da Petrobras
O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão antitruste federal, sinalizou a possibilidade de renegociar com a Petrobras os termos dos compromissos assumidos pela petroleira durante a vigência do mandato do governo anterior, para a abertura dos mercados de refino e gás natural.
O presidente destacou a dinâmica do mercado como um dos fatores que possibilidade a renegociação de contratos, afirmando que mudanças na política energética devido à reorganização política do país podem justificar revisões dos acordos com a Petrobras. Além disso, reforçou que as mudanças e diretrizes políticas, incluindo a nova política de preço dos combustíveis anunciada pela petroleira, são fatores de relevância para tomada de decisão de qualquer instituição pública, preservando sempre a independência das agências e da autarquia.
No governo atual, a Petrobras, sob o comando de seu presidente Jean Paul Prates, vai encerrar os acordos com o CADE. Das oito refinarias colocadas à venda pela petroleira, em 2019, três negócios foram concluídos: RLAM (BA); REMAN (AM); e SIX (PR).
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