Privatização da Eletrobras e os desafios da companhia para atrair investidores
Nos preparativos para a sua privatização, a Eletrobras passou os últimos quatro anos otimizando processos. Em função disso, a estatal reduziu o quadro de funcionários, cortou despesas e vendeu algumas subsidiárias.
Os resultados foram positivos. Os indicadores de alavancagem tiveram melhora, o caixa dobrou e o valor de mercado da companhia cresceu 155%. Agora o desafio da Eletrobras é atrair investidores.
O modelo de privatização adotado tem sido um dos obstáculos para elevar os investimentos. O governo optou pela capitalização da empresa em que vai diluir sua participação e deixar de ser controlador. Mas a expectativa é que tenha em mãos a chamada golden share, um instrumento que dá poder de veto ao governo.
Somado ao histórico de intervenção em estatais, o modelo é um dos principais agentes de insegurança da operação.
Em entrevista ao Estadão, nosso sócio José Guilherme Berman, da área de Privatizações e Concessões, falou sobre o tema. Para ele, “qualquer medida que possa diminuir a autonomia da empresa, reduz o apetite do investidor”, analisa.
Em uma perspectiva ampla, alguns investidores podem se afastar do processo devido a esses obstáculos, no entanto, há quem se interesse apenas pelo potencial da companhia, que hoje detém a maior capacidade de geração do país.
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