BMA Diversidade ajusta governança e elege líderes para os grupos de propagadores; conheça os da causa LGBTQIAPN+
Propagar. Verbo transitivo direto que significa multiplicar, espalhar por um território, aumentar numericamente por contágio. As definições, tiradas do dicionário Houaiss, explicam de maneira precisa a missão de um importante grupo dentro do BMA Diversidade. Os propagadores da diversidade têm como função disseminar os preceitos do comitê, que, por sua vez, procura mostrar como a diversidade pode ser um instrumento de transformação social, que enriquece o ambiente de trabalho e promove valiosas trocas de pontos de vista.
O BMA Diversidade conta, agora, com uma nova estrutura de governança para os líderes dos diferentes grupos de propagadores, que representam as causas LGBTQIAPN+, de gênero, liberdade religiosa, das pessoas com deficiência e das pessoas negras. A função de liderança será exercida por integrantes de diferentes áreas do escritório, que terão a responsabilidade de liderar iniciativas, promover diálogos sobre diversidade e ajudar a criar um ambiente acolhedor e inclusivo para todos. Como no dia 28 de junho é celebrado o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, procuramos os líderes recém-eleitos do grupo dedicado a essa causa no BMA, Dayana Bege Lage Magalhães, Fábio dos Reis Leitão e Luiz Antonio Galvão, para detalhar os principais desafios de tratar do assunto em um escritório de advocacia.
COMPROMISSO COM A INCLUSÃO
"Costumo dizer que o BMA que eu conheci em 2013 não é o mesmo de 2024. E isso é ótimo! O comprometimento com a qualidade técnica e o atendimento ao cliente são constantes, mas são nítidos os avanços que estão sendo obtidos no âmbito da diversidade e da inclusão", celebra Fábio, advogado da área de Solução de Conflitos. "Desde a criação do BMA Diversidade, o escritório tem se tornado pouco a pouco um lugar mais acolhedor para as pessoas LGBTQIAPN+, especialmente com as diversas demonstrações de que essa é uma pauta importante para o BMA", completa Luiz, advogado da área Concorrencial.
Para Dayana, analista de RH da Gerência de Pessoas, ser uma mulher lésbica e fazer parte da liderança é relevante, pois transmite segurança e aceitação aos integrantes. "É importante que haja alguém que tem orgulho de ser quem é para trazer projetos sem medo de se esconder. Passei muito tempo sem poder ser quem eu sou, e, aqui, me senti acolhida. Nós somos uma realidade, não somos LGBTQIA+ só em junho, mas o ano inteiro", aponta ela. "A missão do grupo de propagadores é não deixar as pessoas esquecerem a nossa causa. Nosso maior desafio é enfrentar o preconceito enraizado que existe no meio jurídico, que é bastante conservador, embora essa não seja a realidade do BMA", acrescenta.
Luiz Antonio faz coro sobre a importância de os líderes do grupo mostrarem a todos que o escritório é, cada vez mais, um local de acolhimento e aceitação para os diferentes grupos sociais: "O grupo deve funcionar como um espaço seguro para que as pessoas possam procurá-lo para tratar do assunto. Os líderes do grupo de propagadores da diversidade devem atuar como representantes da causa, difundindo a diversidade dentro do escritório".
FAZENDO A DIFERENÇA NO SÉCULO XXI
Fábio, por sua vez, lembra que a diversidade e a inclusão são questões essenciais para qualquer empresa no século XXI, e que tratar do tema com seriedade permite a retenção de jovens talentos e a perenidade do negócio: "A grande missão, no que diz respeito à atração e à retenção de talentos, ainda mais de uma nova geração que busca cada vez mais um propósito em todas as suas atividades, passa pela criação de um ambiente seguro e acolhedor, onde todos se sintam valorizados e respeitados, independentemente de suas origens e identidades. Os líderes do grupo de propagadores da diversidade devem ser defensores ativos e visíveis da inclusão dentro do escritório, uma referência para todos".
>>> Artigo escrito por Mariana Brugger para o BMA Diversidade.
>>> Este conteúdo faz parte da BMA Review #83. Clique aqui e leia outros artigos.
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