Gestoras usam métricas mais rígidas para análises de ESG
As agendas socioambientais e de governança ganham um destaque cada vez mais forte no país, embora não sejam novidade. De notável relevância para investidores nacionais e internacionais, as práticas ESG vêm mudando o mercado, as estratégias de investimento e o modelo de gestão empresarial.
No Brasil, ainda há espaço para a adesão de práticas estruturadas, que tragam mudanças efetivas e duradouras na sociedade. Casas de investimentos e escritórios especializados vêm adotando critérios mais rígidos para avaliar as práticas das empresas e seus ativos financeiros.
A convite do Valor Econômico, nosso sócio Márcio Pereira da área Ambiental deixou sua análise sobre o tema, ressaltando a publicação da carta do CEO global da BlackRock, Larry Fink, na qual reforçou que as empresas que fazem parte do portfólio devem se comprometer ainda mais com a redução das emissões de carbono. Para nosso especialista, a carta da BlackRock veio em momento específico, com a Covid-19 sendo reflexo de risco ambiental, climático e pandêmico.
“Os investidores estrangeiros redirecionaram o capital para o que impacta seus países. No Brasil, estamos dando respostas mais organizadas só agora. Antes, cada empresa fazia só um dos aspectos do ESG.”, afirmou Márcio.
Com a crescente demanda por investimentos em ESG, acabaram surgindo muitos ‘greenwashing’ (jargão em inglês para maquiagem verde), no qual organizações acabam propagando apenas os conceitos ESG, sem colocar em prática ações efetivas em prol de uma mudança global. Por isso, a importância e o aperfeiçoamento de métricas cada vez mais rígidas para avaliação das ações.
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