BMA Advogados
Artigos e Notícias

​Os desafios da redução de emissões de gases no Brasil e metas para 2030

12.05.2021 2 minutos de leitura

Com metas fixadas na Cúpula do Clima, líderes mundiais e petroleiras intensificam esforços para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. A definição de estratégias para produção de petróleo e gás de forma menos poluente e mais barata se torna cada vez mais essencial, para a perenidade destas companhias nos próximos anos. 

Planos para integração de operações, alinhadas com as melhores práticas ESG, são parte dos agentes catalisadores para alcançar as metas. Conforme a Agência Internacional de Energia (AIE), os objetivos anunciados na Cúpula aumentam as oportunidades de investimentos em energia nos próximos anos, no entanto, mais da metade das soluções necessárias para alcançar estas metas terão que vir de tecnologias que ainda não estão prontas para uso comercial.

Durante a reunião, o Brasil manifestou seu objetivo de reduzir as emissões líquidas totais em 43% até 2030, tendo como base o ano de 2005. Revisando suas metas anualmente, o objetivo da Petrobras é reduzir as emissões de gases de efeito estufa absolutas em 25% até 2030, em relação a 2015. Para tanto, a companhia quer diminuir em 32% a intensidade de carbono nas atividades de exploração e produção até 2025, e ampliar a reinjeção de CO₂ (dióxido de carbono), entre outras iniciativas, como redução na intensidade das emissões de metano.

Para sobreviver na economia de baixo carbono, a estratégia da companhia lembra a de algumas empresas americanas, que buscam mitigar o impacto da atividade aumentando, por exemplo, os volumes de gás natural reinjetados nos campos durante a produção. Já as companhias europeias, têm adotado alternativas diferentes, buscando investir em energias renováveis. 

A convite do Valor Econômico, nosso sócio Márcio Pereira, da área Ambiental, deixou sua análise sobre o tema, ressaltando a importância de unir esses objetivos à prestação de contas das companhias aos investidores. Segundo ele, nos Estados Unidos, centenas de ações judiciais buscam responsabilizar petroleiras pela contribuição para mudanças climáticas. “Independentemente de um governo buscar a redução [de emissões], empresas prestam contas aos investidores”, afirma.

Clique aqui e confira a matéria na íntegra.