Tecnologia 5G chega ao Brasil e traz consigo novos desafios de cibersegurança e proteção de dados
No dia 5 de julho, o sinal 5G puro – sem interferência de outras frequências – estreou em solo brasileiro. Com autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a primeira cidade a oferecer a conexão 5G foi Brasília. Possibilitando um aumento enorme do fluxo de dados, bem como a integração direta de inúmeros dispositivos, a nova tecnologia desperta rumores quanto aos desafios que surgirão tanto no âmbito da proteção de dados quanto no âmbito da segurança cibernética.
Embora ainda não haja recomendações por parte de autoridades brasileiras, algumas entidades estrangeiras já se adiantaram nesse quesito. A Agência Espanhola de Proteção de Dados estabeleceu suas preocupações com novos riscos que surgem com o 5G, tais como: (i) maior capacidade de profiling dos indivíduos, através do maior fluxo de dados e da maior quantidade de dispositivos conectados na rede; (ii) repartição da responsabilidade entre diversos agentes, desde o fabricante da tecnologia até os operadores de rede e provedores de serviços móveis; (iii) aumento da exposição a ataques cibernéticos na medida em que a maior conectividade e interoperabilidade de dispositivos oferecem mais portas de entrada à rede.
Em relação à segurança da informação, a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) e a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) desenvolveram um guia de cibersegurança para a tecnologia 5G em nuvem. Ambas as autoridades recomendam, entre outros, reforçar o uso de criptografia e autenticação nos sistemas como uma resposta às maiores vulnerabilidades trazidas pelo 5G, além de utilizar backups em tempo real a fim de responder e recuperar-se adequadamente de ataques ransomware.
Logo, o 5G traz consigo, para além do avanço tecnológico, novos riscos e vulnerabilidades que devem ser endereçados pelos agentes. Medidas de segurança cibernética e de proteção de dados devem ser reforçadas para fazerem frente à maior conectividade e interoperabilidade dos dispositivos, bem como ao massivo fluxo de dados.
Desde então, as cidades de Belo Horizonte, João Pessoa, Porto Alegre e São Paulo também receberam pela primeira vez o sinal 5G puro, cuja expansão no território brasileiro deve seguir sendo disciplinada pela Anatel.
Para ler o comunicado da Autoridade da Espanha, clique aqui.
Para ler o guia das autoridades dos EUA, clique aqui.
Este conteúdo faz parte do Informativo de Proteção de Dados. Clique aqui para ler mais destaques.