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Legado, perenidade e portas abertas à nova geração: Em entrevista ao portal Pipeline, nossos sócios-fundadores falam sobre o início do processo de sucessão

23.09.2022 3 minutos de leitura

O mês de setembro marca um passo muito importante na história do BMA, com o começo do processo de sucessão dos nossos sócios-fundadores, Francisco Müssnich (Chico), Paulo Cezar Aragão e Plínio Barbosa. Transformando o negócio que fundaram em 1995 em uma instituição que mantém o caminho aberto à nova geração.

No início de 2023, Chico, Paulo e Plínio iniciarão um processo gradativo de venda de suas quotas na sociedade, que se concluirá em 2027. Nos doze meses que antecederem a venda total de suas participações, haverá, entre o BMA e cada um deles, a negociação de um contrato para estabelecer as novas bases para manutenção de seu vínculo e contribuição para o BMA após a venda das participações. Nesse sentido, o plano de sucessão não significa que Paulo, Chico ou Plínio deverão deixar o BMA após a venda de suas participações.

Em entrevista ao portal Pipeline, site de negócios do Valor Econômico, nossos sócios falaram sobre esse momento e as perspectivas para o futuro da instituição. "Os escritórios brasileiros, com poucas exceções, não têm a tradição de permanência, mas é isso o que nós queremos", disse Aragão ao Pipeline, citando as inspirações nas grandes e centenárias bancas americanas. O Cravath, Swaine & Moore, por exemplo, foi fundado em Nova York em 1819.

Transição

Nosso sócio-diretor, Amir Bocayuva, que também faz parte dessa nova geração, relembrou, durante a entrevista, a perspectiva que o mercado tinha sobre esse momento. “Até pela proeminência dos três, a nossa concorrência dizia que eles nunca iam sair e não teria espaço para crescer, o que nunca foi verdade...”.

Efetivamente, a transição já havia começado há três anos, quando nossos sócios fundadores abriram mão do assento permanente no comitê executivo — uma espécie de conselho de administração. 

"A gente tinha uma presença forte no comitê para poder abrir a participação para outros sócios. Não precisava ter mais de 50% do capital para comandar o escritório, mas isso foi no início e há alguns anos aumentamos o número de membros do comitê e já não tínhamos a maioria”, lembrou Barbosa.

A nova geração

Ao falar das perspectivas para o futuro, Chico, Paulo e Plínio também destacaram o papel do nosso sócio Luiz Antonio de Sampaio Campos, que também esteve presente desde a fundação do BMA. “O Luiz Antonio foi o único advogado do BMA que chegou no nível mais alto da sociedade. Ele é o líder dessa geração que vem e o guardião da continuidade do BMA”, disse Müssnich. 

Luiz Antônio dá coro ao objetivo do BMA em se tornar uma instituição perene “minha própria trajetória é uma demonstração de que o trio sempre quis construir um escritório institucional para a posteridade”, observa.

“Temos uma galera de qualidade inacreditável e muito criativos. No fundo, eles já estão tocando o escritório”, afirmou Chico sobre a nova geração do BMA, mencionando nossos sócios Luiz Antonio de Sampaio Campos, Barbara Rosenberg, Monique Mavignier, Camila Goldberg e André Abbud.

O Legado

O início do processo de sucessão reforça o legado que nossos sócios fundadores deixam, desde a participação em diversas privatizações, às maiores e mais complexas operações societárias, do pioneirismo na estruturação dos fundos imobiliários à venda de clubes de futebol, até a concepção de uma instituição perene, conhecida como uma grande escola, que segue em movimento ao longo dos anos, se adaptando e reinventando. E principalmente, uma instituição repleta de talentos, que possuem o DNA do BMA e irão levar o negócio adiante. 

O próximo passo será a criação de regras equivalentes para a sociedade como um todo, de modo que esse seja um processo contínuo de passagem de bastão de geração em geração, sempre visando à perenidade do BMA.  

Clique aqui e confira a entrevista ao Pipeline na íntegra. 

Crédito da imagem: Leonardo Rodrigues/Valor. (Francisco Müssnich, Amir Bocayuva, Plinio Barbosa e Paulo Cezar Aragão)