Os novos meios de pagamento: impactos e tendências para o mercado financeiro
A indústria financeira é palco de grandes mudanças decorrentes do seu acelerado processo de digitalização, descentralização e crescimento. O objetivo é deixar este mercado cada vez mais acessível, ágil, prático e personalizado. À medida que novos meios de pagamento surgem, a regulação destas operações se torna um dos grandes desafios enfrentados pelo setor.
Na última sexta-feira, 14 de janeiro, a Rio Innovation Week, maior encontro de inovação da América Latina, debateu as novidades deste mercado com o painel “Os novos meios de pagamento”, que contou com a participação do nosso sócio da área de Mercados Financeiro e de Capitais, Felipe Prado.
Ao lado de Prado, participaram do debate: Cristiano Ayres, CEO do Banco Modal e Rodolfo Riechert, sócio e presidente do Grupo Genial Investimentos. A mediação ficou por conta de Juliana Schincariol, repórter do jornal Valor Econômico.
“Foi a partir da regulação do Banco Central que se abriu o caminho para inovações no sistema financeiro nacional”, disseram os painelistas. Apesar das mudanças em curso, os participantes destacaram que os cinco bancos tradicionais ainda têm uma posição dominante no mercado financeiro nacional.
Entre as mudanças de grande impacto nos últimos anos estão: a popularização das “maquininhas” de crédito e débito, surgimento de fintechs, a expansão do mercado das criptomoedas, o sistema de pagamentos instantâneos, e o “Open Banking” ou sistema financeiro aberto, que abre a possibilidade de clientes de produtos e serviços financeiros permitirem o compartilhamento de suas informações entre diferentes instituições autorizadas pelo Banco Central.
A perspectiva é que ainda há espaço para inovação e este deve ser só o começo. Durante o painel, Prado afirmou que o “pontapé” inicial para essas mudanças foi o arcabouço regulatório dos meios de pagamentos, Lei promulgada em 2013. “A partir de então, surgiu a agenda BCMais, que em 2018 virou BC#, em que o Banco Central ganhou uma personalidade ‘mais jovem e moderna’, buscando transparência e tirando o “estigma” de que atuar no sistema financeiro brasileiro era coisa para grandes bancos e para poucos” afirmou. “Os últimos sete anos foram de muita evolução de todo o sistema”, completou.
A hiperpersonalização, integração de serviços em um só local, e a digitalização são os grandes alvos dos bancos. Oferecer serviços e comunicações com condições cada vez mais personalizadas para as pessoas, sem a necessidade de que este cliente tenha que ir até o banco para realizar algum tipo de operação, por exemplo. É nesse sentido que a regulação e o lançamento do Open Banking acontece, consolidando um novo momento para o setor.
A regulação dos criptoativos parece ser uma das próximas mudanças de impacto no mercado financeiro, e também foi tema do painel. Durante o evento, os palestrantes falaram sobre alguns dos aspectos importantes desta esfera, como a segurança das transações, definição de uma autarquia para atuar como órgão regulador destas operações, regras para câmbio, entre outros.
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