Pagamento de Ransomwares: Autoridades britânicas repreendem a prática e seguem linha estadunidense
No dia 8 de julho, as autoridades de proteção de dados (ICO) e de segurança cibernética (NCSC) do Reino Unido emitiram uma carta conjunta na qual repreenderam o pagamento de ransomwares. As autoridades britânicas rechaçaram a noção de que o pagamento resultaria em menos riscos aos dados roubados, enfatizando que essa prática não pode ser interpretada como uma medida mitigadora, devendo ser desestimulada.
Ambas as autoridades levaram em conta que o pagamento aos hackers não garante a decriptação dos dados e sistemas, muito menos que esses dados não venham a ser vazados ou comercializados. Também apontaram que os pagamentos são usados para futuros ataques e práticas criminosas. Ao invés do pagamento, o ICO e o NCSC insistiram na adoção de medidas de segurança cibernética que protejam dados e sistemas e mitiguem os efeitos de ataques. Dentre elas, destacam-se a atualização constante de backups desconectados da rede, bem como o alerta imediato às autoridades.
A posição do Reino Unido segue a linha estadunidense. O Office of Foreign Assets Control (OFAC), órgão do Departamento de Tesouro dos EUA, advertiu, em outubro de 2020, que instituições financeiras apoiando o pagamento de ransomwares podem acabar indo de encontro às sanções econômicas impostas a pessoas e entidades listadas pelo OFAC. O documento trata-se de uma lista que identifica pessoas físicas e jurídicas com as quais transações são proibidas sob pena de sanções do governo dos Estados Unidos, em geral designando grupos criminosos e terroristas.
O OFAC também reforçou que tem adotado uma postura ativa contra grupos de ransomware, exemplificando diversas sanções aplicadas. Um ano antes, em outubro de 2019, o FBI já havia expressamente desencorajado o pagamento de ransomwares. A título de exemplo, o OFAC sancionou recentemente uma exchange de criptomoedas russa – SUEX – alegando sua cumplicidade com os referidos grupos. A sanção determinou o congelamento de todos os bens da SUEX sob jurisdição americana, bem como a proibição de que pessoas e entidades façam transações com a exchange russa.
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Para ler o comunicado da OFAC, clique aqui.
Para ler o comunicado da sanção aplicada pela OFAC, clique aqui.
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